Processo de Enfermagem

Processo de Enfermagem

 É uma sequência organizada de etapas utilizado pelo enfermeiro para identificar e controlar os problemas de saúde do paciente. Sendo assim, uma sequência interdependente.
 A aplicação desse processo é válido e obrigatório ao exercício da profissão em todos o território brasileiro independente do tipo de instituição que presta os serviços, seja privada ou pública. O seguinte ato está vigente na Lei nº 7.498 Art. 8°: "Ao enfermeiro incube (...) a participação na elaboração, execução e avaliação dos planos de assistência de saúde (...)". Ou seja, estabelecer todo o processo de enfermagem, agindo também com uma avaliação ampliada.

Benefícios do processo de enfermagem
 Quando organizado, facilita todos os aspectos em torno, pois é elaborado um processo que auxilie a assistência, prevenindo iatrogenias junto com a melhoria da execução diante os aspectos técnicos e humanos / éticos, comunicativo à satisfação pessoal do profissional e do cliente.
- previne emissões;
- melhora a comunicação;
- melhora a resposta;
- aumento da participação;
- auto-exame mais fidedigno;
- maior eficácia no desenvolvimento de habilidades

 É importante saber que o Enfermeiro tem o foco nos sinais e respostas do paciente, proporcionando o cuidado e o tratamento. Contrário da medicina que focaliza a patologia propriamente dita.
 A participação do paciente é aprimorada, uma vez que ocorre uma estimulação pelo qual com o tempo se transmite a confiança. A partir do momento da participação ocorre o envolvimento.
 Com a utilização do planejamento e do processo ocorre um engajamento científico que nos embasa para dizermos e sabermos de maneira correta a tomada de decisão. Todos esses fatores valorizam a profissão, deixando de ser por fatores empíricos (achismo), como era visto e atuado nos tempos primórdios da vocação.

Resolução COFEN 358/2009
Art. 3° (adaptado) 
"O processo de Enfermagem é baseado numa teoria dando os dados com isso  o diagnóstico, planejamento e intervenção fornecendo meios e apoio para os resultados.". Ou seja, para toda assistência deve haver um embasamento teórico que siga as sequências (etapas do processo).
1. intervenção: processo deliberado (livre porém dentro de um processo de raciocínio), sistemático (passo a passo) e contínuo (initerrupto) com auxílio de métodos e técnicas diversas para obtenção do maior número de dados possíveis significativos ao tratamento;
2. diagnóstico: julgamento clínico das respostas do indivíduo (sinais e sintomas) envolvendo todas as fases do indivíduo -desde criança até a fase adulta- junto a todo seu contexto;
3. planejamento: elaborar de forma sensata a maneira de implementar;
4. implementação: executar o planejamento;
5. avaliação: não é somente avaliar o paciente (se houve ou não melhorias no quadro clínico) mas sim,  saber todos as respostas de sinais. Se o planejamento for eficaz e/ou eficiente, sendo então, um processo global.
OBS.: a prescrição está dentro do planejamento ,tanto como o registro.

NANDA (North American Nursing Diagnosis Association)
 É uma coleção de diagnósticos em enfermagem. A NANDA descreve as reações dos pacientes às doenças.

NOC
 É uma coleção internacional de resultados esperados.

NIC
 É uma coleção internacional de intervenções.

 A taxonomia mais atual (taxonomia II) compreende em 3 níveis:
- domínio (13 ao total)
- classes (dentro dos domínios. sendo 47 ao total)
- diagnósticos (dentro das classes. sendo 187 ao total)
 Para se chegar ao diagnóstico, deve-se entender o domínio e as classes. (pág. 295 (...))



Exemplo de uma situação pontual (direta):

 Tenho um paciente que não evacua há 7 dias.
 Primeiro devemos procurar um domínio que se encaixe à situação do paciente, no caso o domínio 3 (eliminação / troca), classe 2 (sistema gastrintestinal).
 Portanto, engloba-se vários domínios / classes, com exceção do anterior que procuramos pelo fator direto do caso. Poderia ser encaixado n ocaso, também:
 Domínio 2 (nutrição), entre outros domínios / classes.
 Achado o domínio e a classe, partimos para o próximo passo. Iremos investigar o diagnóstico  de enfermagem (importante ler tudo que diz a literatura para obter certeza). Quando encontrado o diagnóstico, serão informados os devidos números de registro aprovado (na prescrição não é necessário informar o registro). Ao encontrar um diagnóstico, não se deve interromper a leitura para poder encontrar outros achados.
 No caso da não evacuação há 7 dias:
- 00011 constipação
- 00012 constipação percebida

 Surgiu a dúvida, 00011 ou 00012 ? Nisso, deve-se dirigir à definição de cada diagnóstico para diferenciar um caso do outro e estabelecer uma conclusão fidedigna.
Conclui-se para o caso dado como exmeplo:

3° domínio (eliminação / troca)
2° classe do 3° domínio (gastrintestinal)
diagnóstico (ou título): constipação

Raciocínio de Risner
 Ajuda a estabelecer um diagnóstico mais preciso e poder justificar o memso. É uma composta por:
- lacuna: dados que não foram possíveis ser coletados (esquecimentos não devem ser inclusos);
- agrupamento: dados levantados;
- comparação: o que se espera de acordo com um paciente (não adianta esperar uma deambulação de um amputado);
- interferência: possibilidade de diagnóstico de Enfermagem. Porém, ainda estaremos em fase de raciocínio para o diagnóstico final;
- relação: o que ocasionou cada diagnóstico.
 OBS.: interferência e relação se buscam em conhecimentos extintos do NNN (NANDA, NOC e NIC). Porém, sobre embasamento científico

Componentes do diagnóstico de Enfermagem
 A maioria no NANDA possui 3 componentes
- título / categoria diagnóstica: ex.: constipação. É a descrição concisa;
- fatores relacionados: causadora do problema;
- características definidoras: agrupamento de S/S associados ao diagnóstico (manifestações clínicas).

Os diagnósticos estão em tipos:
- real: acontecem objetivamente;
- potencial (de risco): aquele que pode vir a ter;
- bem estar: em bom nível. Benefícios;
- síndrome: 1 diagnóstico associado a feixes de outros

Para o diagnóstico real, deve haver manifestações clínicas / S/S.
Ex.: integridade de pele prejudicado (real), infecção devido exposição (potencial)

OBS.: as intervenções se baseiam nos fatores de risco.
OBS².: nos fatores de risco, é importante (não obrigatoriamente) especificar os fatores.
Ex.: risco de infecção relacionado a procedimento (SVD, SVA, tudo endotraqueal). Sempre entre parenteses.

Fonte: Caderno / NANDA

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